Lição 1:
Parte significativa da dificuldade na aprendizagem de línguas de sinais por ouvintes
está relacionada à diferença entre línguas como o português, que se apóiam fortemente na audição, e línguas como a libras, que se apóiam estritamente na visão. Por exemplo, as línguas de sinais parecem exigir um refinamento da visão que os ouvintes precisam desenvolver.
A tendência nos primeiros anos de aprendizagem da libras é a de focalizar a atenção nas mãos do sinalizador em detrimento do rosto, perdendo uma série de informações lingüísticas importantes veiculadas pelo rosto. Percebam como os surdos agem, eles focalizam a atenção predominantemente no rosto e só desviam o foco visual para as mãos em algumas poucas ocasiões (como em alguns casos de soletração manual).
Fonte: LEITE, T. de A.; MCCLEARY, L. E. Aprendizagem da Língua de Sinais Brasileira como segunda língua: Estudo em diário. In: XLIX Seminário do GEL, 2001. Marília, São Paulo. Seminário do GEL - Programação e Resumos. Assis, SP, 2001 p. 208-208.